Chico Prego está
ligado à história da escravidão no Estado do Espírito Santo. Considerado um dos
heróis do Estado, hoje empresta seu nome a lei de incentivo fiscal que visa
realizar projetos culturais no município de Serra.
Francisco de São
José, o Chico Prego, era escravo de Ana Maria de São José e foi um dos chefes
da Insurreição do Queimado, ao lado de Elisiário Rangel (escravo de Faustino Antônio Alvarenga Rangel) e João
Monteiro, o João da Viúva (escravo de Maria da Penha de Jesus, a viúva
Monteiro).
O Chico vem de
Francisco e a palavra Prego tinha sentido pejorativo, pois se referia a uma
espécie de macaco da região do Amazonas.
Enquanto Elisiário destacava-se pela inteligência, Chico Prego, negro
alto e forte, liderava pelo seu espírito de luta, por sua coragem. Foi preso e
condenado a morte na forca.
Preso, Chico Prego foi levado para a Serra, viajando a pé, as seis
léguas. Na Serra assistiu a construção do patíbulo. Na data e hora marcada,
percorreu as principais ruas da Serra ao som de um tambor surdo e sinos da
Igreja. O cortejo parava de momentos em momentos para que fosse lida a
sentença.
Chico Prego foi executado na sede da Vila de Nossa Senhora da Conceição
da Serra, no dia 11 de janeiro de 1850, "nas proximidades da Igreja, para
servir de exemplo."
O Projeto de Lei recebeu o N.º 028/95 e foi apresentado pela primeira vez
na Câmara Municipal da Serra, por seu autor, Vereador Edvaldo C. Dias da Mata,
no dia 11 de maio de 1995. O Projeto consiste na concessão de incentivo fiscal
para a realização de Projetos Culturais nas áreas de Música, Dança, Teatro,
Literatura, Cinema, Vídeo, Artes Plásticas, Folclore, Ciências Sociais, Museus
e Associações Culturais, entre outros.
Fontes: www.al.es.gov.br
www.clerioborges.com.br
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